Novembro é o mês dedicado à conscientização sobre a saúde do homem, especialmente à prevenção do câncer de próstata. Mas, para além dos exames e consultas médicas, o Novembro Azul é também um convite para olharmos com mais atenção para um tema que ainda é tabu entre muitos homens: o autocuidado — físico, emocional e relacional.
Enquanto a sociedade estimula as mulheres a cuidarem de si desde cedo, muitos homens ainda crescem ouvindo que “homem não chora”, “aguenta firme” e “não precisa de ajuda”. Essas crenças, infelizmente, afastam muitos deles não apenas do médico, mas também de uma vida emocional mais equilibrada — e isso se reflete diretamente nos relacionamentos.
A resistência masculina ao cuidado
De acordo com o Ministério da Saúde, os homens vivem, em média, sete anos a menos que as mulheres. Entre os fatores que explicam essa diferença está a baixa procura por cuidados preventivos e o silenciamento emocional. Muitos só buscam ajuda quando o problema já se agravou — seja uma dor física ou uma crise conjugal.
Na clínica, é comum perceber que a dificuldade masculina em expressar sentimentos muitas vezes gera distanciamento, conflitos e até rompimentos. Não porque falte amor, mas porque falta diálogo, vulnerabilidade e abertura para reconhecer fragilidades.
O impacto do autocuidado masculino no relacionamento
Um homem que se permite cuidar de si, se conhecer e buscar ajuda quando precisa, também se torna um parceiro mais presente, empático e conectado.
Quando ele cuida da própria saúde física e mental, ele demonstra amor não apenas por si, mas também por quem ama.
Isso cria um ciclo positivo dentro da relação:
- o diálogo melhora;
- as tensões diminuem;
- a parceria se fortalece.
Um relacionamento saudável é construído por duas pessoas que se cuidam — e não por alguém que se anula enquanto o outro ignora os próprios limites.
O papel da parceira nesse processo
Muitas mulheres me contam em terapia que “gostariam que o marido se cuidasse mais”, mas acabam caindo na armadilha de cobrar em vez de incentivar.
É importante lembrar que o cuidado não pode ser imposto, mas inspirado. Acolher, conversar com empatia e mostrar que o autocuidado é um gesto de amor pode ser muito mais eficaz do que criticar.
Em vez de dizer “você nunca vai ao médico”, tente algo como:
“Quero que você se cuide, porque te amo e quero viver muitos anos ao seu lado.”
Palavras com afeto têm o poder de abrir portas que a crítica fecha.
Novembro Azul é sobre amor — e parceria
Falar de saúde do homem é falar de amor em todas as suas formas: amor-próprio, amor de casal, amor à vida.
Que este Novembro Azul nos lembre de que o cuidado não diminui ninguém — ele fortalece.
E quando o homem se cuida, o relacionamento floresce.
Cuide-se de você, para cuidar de quem te ama. Clique aqui e agende uma consulta.
Psi Elaine C Souza
CRP 06/170248



